OFICINA: USO DOS DISPOSITIVOS MÓVEIS APLICADOS AO ENCONTRO CATEQUÉTICO

Oficina de Fotografia Religiosa
julho 11, 2017

OFICINA: USO DOS DISPOSITIVOS MÓVEIS APLICADOS AO ENCONTRO CATEQUÉTICO

A ação do catequista como educador da fé passa por novas e revolucionárias expressões e inclui o uso das mídias. É necessário que catequistas e catequizandos conheçam as linguagens midiáticas para saberem utilizá-las de acordo com a mensagem que se quer transmitir. Cada vez mais é necessário ter presente nos encontros de catequese a linguagem dos meios de comunicação, como parte da inculturação da fé no mundo contemporâneo. Esta oficina tem como objetivo incentivar os catequistas à utilização dos aplicativos disponíveis nos celulares e demais dispositivos móveis como forma de incrementar seus encontros e despertar maior interesse nos catequizandos.

O Papa Francisco, na Mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, em 2016, disse: “Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor”.

“O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós”. (Mensagem do Santo Padre Francisco para 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2014).

 

O CELULAR

O celular é considerado um “pesadelo” para alguns catequistas.

Mas, ele pode ser um aliado na evangelização.

A intenção é deixar as atividades da catequese diferentes, mais dinâmicas e atrativas.

Mas, para que o catequista alcance seus objetivos com essa nova ferramenta pedagógica, é preciso ter foco!

É necessário fazer um planejamento focado em determinada atividade com objetivos traçados. Também é preciso conversar com a turma e deixar claro quais dispositivos serão usados, os tipos de serviços e em quais momentos para que os catequizandos não utilizem o aparelho em momentos inapropriados e tirem a atenção da aula.

Como transformar o uso do celular em na catequese, em um aliado da tecnologia na evangelização?

A realidade das novas gerações é completamente distinta do que outras pessoas viveram em outras épocas, não é mesmo? Agora, boa parte dos jovens possui um smartphone, tendo acesso rápido às toneladas de informações e interações a cada minuto.

Vendo sob essa perspectiva, fica bastante claro que lousa, giz e cadernos, além de não serem adequados à catequese, não são mais suficientes para manter essa geração motivada e interessada em aprender ou conhecer o que quer que seja, certo?

E embora o uso do celular na catequese seja abominado por grande parte dos catequistas, cada dia mais eles se perguntam: há como torná-lo um aliado na evangelização? No ensino da fé?

Desenvolvendo estratégias

O telefone móvel (celular) já faz parte da vida de mais de 50% da população brasileira. E isso inclui, claro, muitas crianças e jovens. Por isso, proibir o uso do celular pode acabar se revelando um tiro no pé, já que essa atitude pode criar um grande abismo entre a catequese e a vida dos nossos jovens catequizandos.

O aparelho pode se tornar um instrumento muito rico para exposição de algum tema ou conteúdo.

A grande maioria dos smartphones atuais, possui inúmeros recursos que podem ser utilizados nesse sentido: câmeras, gravador de voz, mapas, além de, é claro, o acesso à internet. Estar conectado durante um encontro não necessariamente significa distração e perda de foco. Quando bem direcionada, essa alternativa é também uma maneira de “pesquisar”, coletar dados, conhecer outras fontes e referências e inteirar-se de assuntos atuais em tempo real. Ou seja, o catequizando acaba se tornando o protagonista do próprio aprendizado/conhecimento.

EXEMPLOS DE UTILIZAÇÃO DE DADOS NA CATEQUESE

Em um encontro sobre a Campanha da Fraternidade desde ano, por exemplo, que tal incentivar os catequizandos a buscarem em seus dispositivos móveis os dados recentes sobre os Biomas brasileiros? Quais os aspectos sociais e curiosidades inerentes aos diversos biomas presente no Brasil? Quais as atitudes/ações políticas e sociais para a preservação destes biomas?

Obviamente, o uso de celular em um encontro de catequese sem nenhuma estratégia ou tipo de controle não é, absolutamente, recomendado. O ideal é que o catequista consiga, junto com a coordenação, desenvolver práticas catequéticas que insiram o aparelho móvel de maneira lúdica e voltada para o estímulo da curiosidade da criança ou jovem.

Inserindo o uso do celular nos encontros de catequese

Quando utilizados da maneira correta, os celulares têm o poder de melhorar a motivação e o nível de interesse dos catequizandos por um terminado tema. Além disso, possuem a grande vantagem de serem ferramentas magníficas de apoio ao educador. Afinal, somos educadores da fé. Por meio do celular, é possível incrementar os encontros e oferecer conteúdo mais interativos e que despertem o interesse genuíno do catequizando em participar do processo catequético. Pela internet, o catequizando pode ter acesso a mapas dos lugares por onde Jesus andou, conhecer os povos com quem ele se relacionou e trazer para sua realidade “palpável” o que ele sempre viu somente “escrito”.

Até mesmo as tão temidas redes sociais, como Facebook e Whatsapp, podem ser direcionadas para uso nos encontros. A criação de grupos de discussão e debates sobre determinado tema é um bom exemplo disso. Além de promover maior participação do catequizando, elas permitem que a atividade se expanda para além do período do encontro e instigue os jovens a buscar referências na internet para basearem seus argumentos e opiniões.

Outra possível maneira de inserir o uso de celulares nos encontros, de maneira construtiva é por meio da produção de conteúdo digital. Com as câmeras de foto e vídeo dos aparelhos cada vez mais sofisticadas e potentes, é possível propor atividades que explorem esses recursos. Criação de telejornais, entrevistas e produção de filmes curtos, estão entre as opções.

Inclusive a nova febre mundial no quesito jogos, o Pokémon Go, com sua proposta de aliar personagens fictícios a elementos reais — a chamada realidade aumentada —, pode ser utilizado como ferramenta para promover a integração entre os catequizandos que se interessam pelo jogo e a realização de atividades em grupo e visitas guiadas a locais religiosos, parques, Igrejas, por exemplo.

Por fim, além de todas as possibilidades que o celular apresenta somente por ter recursos digitais e amplo acesso à internet, já existe também um sem número de ferramentas digitais gratuitas, que podem auxiliar o catequista: Bíblia Online, Liturgia Diária, Grupo Orantes, sites religiosos, etc.

Regulando a prática

Apesar de as mudanças de estratégias na área de educação permitirem o uso do celular em sala de aula com fins de aprendizagem, vemos ainda pouco avanço no sentido de se utilizar dispositivos móveis como aliados também no trabalho catequético. Mas, estamos avançando e cada vez mais vemos catequistas olhando os celulares com “outros olhos”, permitindo que crianças e jovens também os utilizem como prática pedagógica. Apesar deste avanço, visto que as estratégias tradicionais utilizadas na catequese se mostram a cada dia menos eficazes, é sempre prudente ter um certo cuidado. Há momentos e momentos para utilizar dispositivos móveis durante os encontros. E é importante que os catequizandos tenham consciência (e respeitem!) esta determinação.

Há momentos e momentos para utilizar dispositivos móveis durante os encontros

Em certas ocasiões, pode ser difícil para o catequista, por exemplo, controlar de perto o que cada catequizando está realmente fazendo ao mexer em seu celular: participando da atividade proposta ou simplesmente navegando sem propósito pelas redes sociais. Daí a importância de se estruturar estratégias e propostas que facilitem a vida do catequista, utilizando ferramentas certeiras e que engajem verdadeiramente os catequizandos na proposta apresentada.

Por isso, é fundamental que o catequista, em conjunto com a equipe de coordenação e demais catequistas, pense em propostas de evangelização que levem em conta a utilização dos dispositivos móveis, lembrando também, do suporte necessário a eles, como redes e conexões disponíveis. Assim, os celulares poderão passar de vilões a protagonistas dos processos de evangelização e ensino da fé.

É HORA DE MUDAR!

O uso do celular na catequese sempre foi proibido e muito malvisto pela maioria dos catequistas, não é mesmo? Porém, atualmente, o celular deixou de ser apenas um mecanismo de distração para o adolescente e jovem (crianças também!) e passou a figurar como um recurso novo, que, quando bem utilizado, pode auxiliar no processo catequético.

Você ainda não se atualizou quanto a isso?

Então confira agora mesmo QUATRO bons motivos que mostram que usar o celular na catequese pode ser bom!

Acompanhe:

  1. O processo atual é de expansão para além do momento do encontro.

O celular é capaz de levar o conhecimento/conteúdo juntamente com o catequizando, a qualquer lugar que ele vá. Ao contrário do que acontece com os cadernos e a Bíblia, que os catequizandos guardam na mochila e só olham na semana seguinte, o celular continua sendo utilizado após o encontro. Sendo assim, utilizar o aparelho na sala de catequese, durante o encontro, pode ser uma forma bem interessante de expandir a capacidade do catequizando se interessar pelas coisas da fé, além de proporcionar aos catequistas a implementação de uma novidade mais que bem-vinda no processo de ensino da fé. Nesse novo cenário, catequistas e catequizandos podem compartilhar material de estudo, encontrando vídeos e artigos interessantes na internet para servir de referência e auxiliar em determinada tarefa, por exemplo. E os catequizandos também podem tirar dúvidas uns com os outros por meio de mensagens instantâneas ou grupos de discussão.

Duvida disso? Experimente deixar algum tema em “suspense” para o próximo encontro, peça aos catequizandos que pesquisem na internet sobre o assunto, que discutam uns com os outros o que encontraram. Crie um Quiz ou perguntinhas interessantes para responder pelo Whatsapp.

  1. Crianças e jovens simplesmente adoram tecnologia!

Utilizar a tecnologia como uma ferramenta de apoio à evangelização pode ser uma estratégia bem produtiva para os catequizandos, uma vez que eles normalmente adoram celulares, tablets, computadores e outros diversos aparatos tecnológicos — tanto que esses gadgets estão sempre presentes em seu dia a dia. Assim, o fato de poderem usar esses recursos, também para a catequese, pode acabar aumentando sua motivação e, consequentemente, aumentando o engajamento nas atividades pastorais, a interação com a turma, enfim.

  1. O investimento em tecnologia para a educação é maior.

Os pais estão preocupados com a educação dos filhos e equipam seus filhos com aparelhos tecnológicos de última geração. Por que não aproveitar a onda? Nos países mais avançados, o investimento em tecnologias que auxiliem o processo educacional é cada vez maior — na Inglaterra e nos Estados Unidos, por exemplo, a verba para a tecnologia é, muitas vezes, até maior do que a verba para a educação em si! Essa tendência de se desenvolver tecnologias que estejam presentes no mundo educacional só ajuda a confirmar que a utilização do celular na escola definitivamente não é mais tão errado assim. Por que não levarmos isso, também, para a educação na fé?

  1. Os aplicativos religiosos já são realidade no mercado

Hoje em dia já existem diversos aplicativos voltados para a religiosidade, até mesmo joguinhos e brincadeiras. Existe um aplicativo, o Quiz Bíblia 3D – Jogo Religioso, que testa o seu conhecimento sobre a Bíblia de uma forma muito divertida. Com os smartphones cada vez mais populares, ajudando as pessoas na execução das suas atividades diárias, as atividades religiosas não ficam de fora. Inúmeros apps abordam temas relacionados à fé e auxiliam devotos com seus estudos e deveres todos os dias.  Aplicativos que trazem a Biblia para consulta tanto on como off-line, aplicativos com a Missa e até que ajudam na confissão já existem. O aplicativo “Católico orante” por exemplo, foi desenvolvido principalmente para quem desejam rezar em qualquer lugar e a qualquer momento. Com uma interface simples e bastante intuitiva, o app disponibiliza inúmeras orações offline em Português e Latim para serem lidas. Há Novenas, Ofícios de Nossa Senhora, Orações próprias para Santos, Orações Comuns e Orações para Ocasiões Específicas.

A moral da história é que existe toda uma linha de produtos tecnológicos voltados para a evangelização que não só pode como deve ser aproveitada por catequistas a fim de proporcionar aos catequizandos novas formas de estar em contato com seu lado religioso.

Viu como a tecnologia e a evangelização estão cada vez mais próximas? É hora, então, de incentivar os catequistas a considerarem o aparelho como um verdadeiro aliado no encontro.  E você, já implementou essa inovação em seus encontros?

Ângela Rocha – Oficineira

www.catequistasemformacao.com

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CONTRIBUIÇÃO DO CATEQUISTA CLEVERTON ROGER DE LIMA DE CURITIBA – PR:

[09:45, 10/7/2017] Cleverton de Lima:

Bíblia das Crianças e família | Livros e quadrinho de Barcelona Multimedia
https://appsto.re/br/b-_vu.i

Oração Diária da Bíblia das Crianças e Famílias de Barcelona Multimedia
https://appsto.re/br/KymZB.i

Quiz Bíblia 3D – Jogo Religioso de Stojan Pesic
https://appsto.re/br/1Q4jP.i

A minha ideia era a seguinte: colocar estes quizzes para as crianças via projetor ou mesmo um televisor grande, ligado via chromecast ou appleTv num tablet, onde todos pudessem participar e acompanhar o jogo. (Por rodada, ou quem levanta mais rápido, etc). Não precisa de internet, pois apenas um roteador wireless para fazer o streaming entre os dispositivos da conta… O Chromecast passa a tela do celular para a televisão/tela.

Outra ideia levantada, que a Ângela tb levantou: fazer com os catequizandos e pais uma pauta de assuntos importantes e colocar para eles fazerem uma entrevista, ou montar um vídeo informativo (1min)… e passar no projetor da igreja antes das missas. Além de divulgar algum assunto importante, as crianças aprendem e sentem-se motivadas.

 

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