Primeiro dia do Ciclo de Palestras – 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

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Segundo dia do Ciclo de Palestras – 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais
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Primeiro dia do Ciclo de Palestras – 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

A Verdade vos tornará livres


A abertura foi realizada pela jornalista Fabiana Sá. Inicialmente conduziu um momento de oração pelas comunicações e também pelas vocações.

Após a oração Sua Exc. Revma. Dom Amilton Manoel da Silva proferiu um discurso em nome das autoridades religiosas de Curitiba. Seguiu o discurso do Rev. Antônio Royk Sobrinho, OSBM, em nome da Instituição e da Ordem Basiliana. Por fim iniciou a conferencia com o Dr. Moisés Sbardelotto.

Dr. Moises

Ao Inicio de sua conferência, Dr. Moisés se remeteu a referências bíblicas, tratando o conceito de comunicação com comunhão. Apresentou em seguida as preocupações da Igreja em relação a falta de comunicação, transformada na expressão moderna fake News.
Hoje se fala em fake News, distorcendo a veracidade das informações,  ou  apresentando uma “dicotomia”. Essa afirmação originou-se na campanha do Presidente americano Donald Trump. O termo fake News, esta sobretudo, na boca dos políticos, de forma o que se refere a um candidato que não está de acordo, transmite tal conceitualização. No entanto, em coberturas jornalísticas há uma certa “sutileza” que nem sempre não é verdade. O termo “fake” esta cada vez mais presente até mesmo na Igreja, quando há uma divulgação de uma informação que favoreça ou não, o grupo se da o direito de levantar tal situação.

Outro exemplo vigente é em relação ao PT. Diante dessa polarização não há dialogo, de forma que quem defende ou quem se opõe não dialoga e consequentemente causa uma inércia, prejudicando até mesmo quem enxerga uma terceira posição.
Para uma “solução” diante da desordem informacional, faz-se um relatório, inicialmente daquilo que é falso, traduz uma falsa informação, contudo não é nociva. Não é verdade, contudo, não prejudica. Um exemplo, foi uma colocação atribuída ao Papa Francisco após sua eleição que ele negaria a existência do Inferno e Adão e Eva. Se tratam apenas de uma fabula, tais informações são falsas, pois não foi o que o Papa disse, mas não prejudicou ninguém. Por outro lado, há as informações falsas, que são tratadas como desinformações. Um dos exemplos foi o assassinato da Vereadora Carioca Marieli, divulgando uma imagem dela relacionada ao tráfico. Ainda há “fakes” ainda mais graves, como a deturpação, aplicando a foto de uma pessoa em vídeos pornográficos, de tal forma que agride até mesmo a integridade moral. Por fim, o Conselho Europeu traz as desinformações nocivas, mas,verdadeiras, como por exemplo informações privadas, que acabam ’’vazando’’ ilegalmente. São verdadeiras, mas causam um enorme estrago. Como por exemplo, ameaças, discursos de ódio, um exemplo recente a vazamento de informações do facebook e ainda o bulling.
No entanto, o questionamento é ’’Por que hoje há tantos fakes”? As hipóteses que se levantam, são: a falta de investimento na formação jornalística. A própria qualidade do se que atribui a jornalismo. Hoje o que se tornou principal é o sensacionalismo, aquilo que apenas chama a atenção.
Ainda também o partidarismo, que consequentemente para favorecer certo partido denigre outro.
Agora, Por que, a fake News é tão presente e chamam a atenção? Por que simplesmente condiz com a crença, a fake News toca em alguns tabus internos. Também trata-se de algo urgente. Também acrescenta aqui as super informações, que repetem certos pontos de vistas, bolhas e polarizações.
Muito Embora, no aspecto da Igreja, o Papa Francisco atribui a missão do jornalista, missão de paz. De forma que, são pessoas, levando outras pessoas para pessoas. A Leitura bíblica que ilustra essa mensagem é o engano da serpente em relação a Eva. Esse seria o primeiro “fake” da história.
Ainda o Dr. Moisés atribui uma outra leitura teológica, que o primeiro fake, o fake original consiste na criação do ser humano. Na medida em que o Ser humano não poderia ficar sozinho. Esse primeiro “fake” consiste em falar sozinho, está falando sozinho consiste em um narcisismo, o que interessa é a minha verdade, sobretudo quando nos achamos onisciente. Contudo, para isso é necessário nos remeter a verdade, segundo o Papa Francisco: “A verdade é um encontro entre pessoas, a verdade não se faz em laboratório’’. O grande problema é cair num dualismo nocivo. Contudo, deve-se em um processo complexo analisar as ambiguidades das informações.
Para encerrar foi-nos apresentado quatro pontos:

i. Princípio comum da humanidade
ii. Princípio da comum socialidade
iii. Principio da Individualidade
iv. Princípio da oposição ordenada e criadora/ criativa.

Nós não somos a verdade, não a temos, não a possuímos; entretanto, somos possuídos pela verdade, no meio em que vivemos. ( Papa Francisco).

Abaixo, está a palestra que foi transmitida ao vivo para rever e compartilhar.

Texto: Seminarista Thiago Antunes Ferreira de Oliveira da Arquidiocese de Curitiba e Presidente do Centro Acadêmico da Fasbam – FESFI – Frente Estudantil Filosófica

Fotos: Juliana Camargo – Pascom Arquidiocese de Curitiba.

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