Segundo dia do Ciclo de Palestras – 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Primeiro dia do Ciclo de Palestras – 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais
maio 9, 2018
Terceiro dia do Ciclo de Palestras – 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais
maio 11, 2018

Segundo dia do Ciclo de Palestras – 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

2º dia Profª Me. Doutoranda Criselli Montipó, tema Noticias falsas e desinformação. ( clique aqui para acesso aos slides da palestra )

            Para discorrer sobre o tema, inicia falando sobre a informação, “o acesso as informações nos influenciam”, as informações são diferentes de conhecimentos, porém ajudam no criar do conhecimento. Todo ser humano tem direito a liberdade de expressão, porém isso é diferente de dar liberdade de mentir, “a minha liberdade termina, quando começa a do outro”. Jornalismo é produto do capitalismo, ao mesmo tempo que se abastece das situações que o próprio capitalismo cria.

            Na legislação o Brasil tem um histórico vinculado ao colonialismo, vários eventos, ainda, são-nos traumáticos, e não deixam de influenciar no momento que estamos vivendo, “somos herdeiros de uma triste história dos direitos à cidadania”.

             O jornalismo só se oficializa, como profissão, na década de setenta, então ainda não tem nem cem anos de história, entretanto nos anos noventa o jornalismo alavancou-se muito, jornalismo é um produto a venda, porém, com a internet, esse polo jornalístico perde espaço para as varias formas de fonte de noticia do mundo de hoje.

            Atualmente, dá-nos uma agilidade muito grande na produção das noticias e isso tira tempo de pensar, o que desumaniza o jornalismo. Humanizar o humanismo é faze-lo ter empatia com as causas universais, das dores do mundo[1], “o ato é humanizador”, o ato de ter vários preconceitos na noticia é uma das formas mais comuns da desumanização do jornalismo.

            A desinformação, com tantas informações que temos ficamos desinformados, essas geram a ilusão que são confiáveis, todavia são distorcidas, sobre o mal uso do termo ‘fake news’ diz-se que “um termo que serve para designar tudo, ele não serve pra nada”[2].

            Os robôs sociais são uma rede de “pessoas virtuais” que fazem comentários sobre um assunto, para que esse possa se tornar popular nas redes virtuais, para aparecerem para mais pessoas. Existe o uso correto desses robôs, porem há também o uso errado desses robôs, influenciando nas pessoas.

            O fact-checking compre justamente o papel de curadoria[3], isto é checagem de fatos, na américa latina são muito poucos ainda, esse checa as informações para mostrar a veracidade de algumas informações, para terem vários pontos de vista a respeito, formou-se uma rede internacional de fact-checking, esse órgão que fez várias normativas para padronizar todos esses site.

            Devemos, nós, fazer uma crítica sobre o texto, fazer uma critica de autenticidade, lugar tempo, autor, critica de proveniência, de onde vem a notícia, critica de interpretação, ver o que o autor quis dizer com aquilo e a crítica do valor interno

            Como pode-se cobrar algo da população se a própria não é letrada para ler noticias midiáticas, o Brasil esta no ranking de países q mais produzem noticias falsas do mundo, muito por falta no letramento básico da população geral.

            Também, faz-se necessário capacitar jornalistas e usuários a desenvolver ferramentas para combater a desinformação. “comunhão, a plenitude da comunicação, ocorre na tríplice tessitura da ética, técnica e estética”[4] a comunicação se forma como um tecido, todos tem a responsabilidade compartilhada à respeito da informação, ela é um tecido delicado que pode rasgar se não for rasgado.

            Terminou com um exemplo, usando o ‘menti.com’ para exemplificar sobre a criação e aumento da desnoticia, interagindo com todo o publico presente, logo após fez uma breve colocação sobre a utopia.

Abaixo, está a palestra que foi transmitida ao vivo para rever e compartilhar.

Texto: Seminarista Weslei Adriano de Lima da Arquidiocese de Curitiba.

Fotos: Juliana Camargo – Pascom Arquidiocese de Curitiba.

[1] MEDINA, 2008

[2] Natalia Viana, co-diretora da Agencia Publica

[3] CASTILHO; COELHO , 2014

[4] MEDINA, 2006

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